terça-feira, 13 de outubro de 2026

A Cruz da Paciência e a Santa Indiferença: Como suportar aquilo que não podemos mudar

Meus queridos irmãos em Cristo, muitas vezes, em nossa caminhada, deparamo-nos com corações empedernidos e situações que fogem inteiramente ao nosso controle e aos nossos limitados esforços humanos.

A inesgotável sabedoria de A Imitação de Cristo (Livro Primeiro, Capítulo 16) nos traz um farol luminoso para essas noites escuras: "Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve-o tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo".

O segundo parágrafo deste mesmo capítulo nos dá uma diretriz prática de profundo valor, que se alinha perfeitamente à Segunda Carta de São Paulo a Timóteo, exortando-nos a não porfiar e a não viver em contendas. O texto nos adverte: "Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal". O autor nos chama a uma profunda humildade ao acrescentar: "Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas".

Contudo, quando a impossibilidade de mudar o outro e as frustrações práticas despertam em nós sentimentos de medo, insegurança e dúvida, devemos identificar com clareza que a nossa alma foi lançada em um estado de desolação espiritual. Nesses momentos de provação, a regra de ouro do discernimento dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola vem em nosso socorro. Devemos aplicar rigorosamente a 5ª Regra: em tempo de desolação, nunca fazer mudança, mas estar firme e constante nos propósitos e determinação em que se estava na consolação. Nestas horas, devemos exercer a santa indiferença, recordando a necessidade de desapegar-nos de afetos desordenados e da ânsia por resultados imediatos, entregando o tempo da conversão e as circunstâncias inteiramente à Providência Divina.

Para que esta fortaleza interior não esmoreça, quer seja em nossos próprios combates íntimos, nas obrigações diárias como analista de TIC ou no sagrado dever de educar a prole — como procuro fazer todos os dias com o meu filho Bento —, é indispensável estruturarmos com rigor a nossa rotina de piedade diária. Partilho com vocês a forma como irei apoiar a minha própria vida interior:

  • Pela manhã: Inicio o meu dia com o Oferecimento Diário, unindo-me à Rede Mundial de Oração para rezar pela intenção do mês recomendada pelo Santo Padre. Elevo também a Deus o Angelus matutino, oferecendo-o com fervor pela pureza do meu filho. 
  • Nas refeições: Santifico o alimento diário traçando o sinal da santa cruz com reverência, antes e após cada refeição.
  • À noite: Reúno-me com o meu filho para rezarmos juntos ao menos uma dezena do santo terço, intercedendo pela nossa família e pelas intenções do Papa Leão.
  • Antes de dormir: No fim do dia, recolho-me na presença do Senhor para o meu Exame de Consciência, pedindo luz ao Espírito Santo para purificar a alma das agitações, e entrego o descanso a Deus com as orações da noite.

Irei apoiar toda esta estrutura cumprindo fielmente os meus deveres de estado, operando sempre com a mais reta intenção. E para não esmorecer diante das tribulações, buscarei uma vida sacramental frequente, recorrendo com assiduidade inabalável à Confissão e à Eucaristia. Que a graça do Coração de Jesus nos sustente na paciência.

Observação: Essa ajuda espiritual consegui em conversa com a IA de Direcionamento Espiritual que já comentei em outra publicação. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

​O truque dos personagens de papel: como alimentar a imaginação dos filhos sem ir à falência


Quem tem filho sabe como funciona o ciclo das paixões na infância: num mês o assunto favorito é um jogo novo, no outro já mudou para um anime cheio de personagens, depois vem um universo totalmente diferente. Claro que o meu filho gosta de ganhar brinquedos, como toda criança. Mas a realidade é que, se eu fosse comprar bonecos de absolutamente tudo o que ele gosta, só sendo rica — e, para ser bem sincera, acho que nem se eu fosse rica compraria tudo isso.

Foi assim que, desde que ele tinha 5 anos, nós adotamos um hábito aqui em casa que virou a nossa melhor tradição: imprimir os personagens que ele mais gosta para brincar.

Para muitas mães, pode parecer simples demais para competir com brinquedos caros, mas a mágica do papel está justamente na liberdade que ele dá. Um boneco de loja às vezes limita a história ao que já vem pronto na caixa; já os nossos personagens impressos topam qualquer roteiro e transformam a casa inteira em cenário.

Como a gente faz na prática (sem complicação!)

Não precisa saber mexer em programa de edição difícil, o nosso processo é super rápido:

  1. Busca nos Fandoms: a gente entra nas páginas de Fandom (aquelas enciclopédias colaborativas de jogos, desenhos e animes na internet), porque lá sempre tem as imagens oficiais dos personagens de corpo inteiro e com o fundo limpo.

  2. Montagem no Word: copiamos as imagens dos personagens escolhidos e colamos direto em um documento do Word, ajustando o tamanho para caberem vários na mesma folha.

  3. Recorte "anti-rasgo": depois de imprimir, o segredo é recortar deixando uma margem branca arredondada em volta do personagem, sem tentar contornar cada fio de cabelo ou espada fininha. Além de ser muito mais rápido de cortar, evita que as pontas amassem ou rasguem no meio da brincadeira.

Do papel para a casa inteira

Com alguns centavos de impressão e uma tesoura, essas figuras já viveram de tudo por aqui:

  • Dia a dia inventado: já montamos cidades inteiras pelo chão, organizamos salas de aula para brincar de escolinha e demos festas super animadas onde os personagens mais improváveis se encontram.

  • Esconde-esconde nível difícil: por serem fininhos de papel, eles cabem nos lugares mais criativos da casa. Vale esconder atrás de porta-retrato, debaixo do tapete, no meio dos livros ou na fresta do sofá.

  • Mistura de universos (crossovers): a nossa aventura mais recente foi espalhar a turma toda de Demon Slayer pelos cômodos da casa para jogar uma partida de Among Us na vida real, cumprindo tarefas e tentando descobrir quem era o impostor.

Manter essa brincadeira viva desde que ele tinha 5 anos mostra que a diversão nunca dependeu do preço na etiqueta, mas das histórias que a gente cria junto. Além de aliviar o bolso e evitar aquela montanha de plástico esquecida no fundo do armário semanas depois, é um jeito leve de mostrar para os nossos filhos que a gente não precisa comprar tudo o que acha legal para se divertir de verdade.

Se o seu filho está encantado por um universo novo hoje, faz o teste: abre o Word com ele, escolhe a turma toda, imprime e deixa a casa virar palco!